Dieta baseada em comida e alimentos frescos é de verdade a melhor para a manutenção da sua saúde mental e corporal
De uma forma geral já ouvimos falar de algumas dietas (Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa alimenta-se de forma especifica).
O termo Dieta é muitas vezes associado a um regime alimentar que restringe certos alimentos que são mais ou menos nocivos para quem deseja fazer um certo tipo de alimentação, dependendo dos objetivos a atingir.
Neste artigo vamos identificar 5 formas de nos alimentarmos diminuindo o consumo de hidratos de carbono, um dos 3 macro-nutrientes.
Normalmente, o que devemos procurar é algo que possamos cumprir a longo prazo e com a qual nos sintamos bem e nos identifiquemos.
Não tem qualquer interesse iniciar-se um regime alimentar que não se consiga aguentar e que se acabe por desistir a meio do processo.
5 Formas Saudáveis de nos alimentarmos, que são cientificamente aprovadas como eficazes:
1. Dieta com baixo teor de Hidratos de Carbono
Esta Dieta é a mais apropriada para quem deseja emagrecer, otimizar a saúde e diminuir o risco de doenças.
Pode de forma flexível ajustar o consumo de hidratos de carbono de acordo com os seus objetivos.
Esta dieta, é rica e composta essencialmente por carne, peixe, ovos, frutas com baixo teor de açúcar, vegetais, nozes e gorduras, mas é pobre em amidos, grãos, açucares e alimentos processados.
2. Dieta Mediterrânica
Considerada uma das melhores dietas, amplamente estudada, é particularmente eficaz na prevenção de doenças cardíacas.
Esta dieta refere-se aos alimentos que normalmente eram consumidos na região do mediterrâneo no seculo 20 e em seculos anteriores.
A Dieta Mediterrânica está fortemente associada a uma menor prevalência de excesso de peso e obesidade e à manutenção de um peso saudável.
Além disso, está associada a um menor risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças degenerativas. Parece ter um efeito protetor sobre o organismo de fumadores ativos e passivos e contra a aterosclerose/trombose.
Rica especialmente em alimentos frescos, não industrializados, é feita à base de peixe, carne, aves, frutos do mar, grãos inteiros e integrais, vegetais, legumes, lacticínios e azeite de oliva extra virgem.
3. Dieta Paleo ou do Paleolítico
Esta dieta é muito popular e mostra-se eficaz na perca de peso e melhoria geral da saúde. É atualmente a dieta mais popular do mundo e também a mais divulgada e conhecida.
Esta dieta prioriza todos os alimentos não processados e industrializados, que se consumiam e que se encontravam disponíveis em tempos ancestrais na era paleolítica.
Éramos caçadores, comiam-se sementes, frutos e frutas da época, marisco, peixe e ovos e não existiam alimentos açucarados nem processados, lacticínios e cereais.
Esta dieta assenta num elevado consumo de proteína, principalmente de origem animal, baixo consumo de hidratos de carbono e consumo moderado a elevado de gorduras, incluindo as mono e polinsaturadas, entre as quais ómegas-3, 6 e 9 o que permite minimizar o risco de doenças crónicas.
4. Dieta Vegana
Na última década, temos assistido uma popularização desta dieta, com uma série de benefícios para a saúde, inclui a perda de peso, melhora a saúde cardíaca e nivela e controla os níveis de glicose no sangue e os níveis de colesterol.
Esta dieta baseia-se essencialmente em alimentos vegetais e exclui todos os alimentos de origem animal.
5. Dieta sem glúten
Para os intolerantes ao Glúten uma proteína, encontrada essencialmente em cereais como o trigo, centeio, cevada e espelta, a dieta sem esta proteína torna-se essencial, para os doentes celíacos.
Para uma boa saúde o ideal será o consumo de alimentos integrais e naturalmente sem glúten, e incluindo todos os outros alimentos que não sejam nem processados e/ou industrializados que não aportam qualidade à alimentação, que se deseja sem lixo e sem glúten.
O glúten é o responsável pela elasticidade característica da massa produzida com estas farinhas, uma qualidade descoberta pelos egípcios há cerca de 6 mil anos, quando se começou a fazer pão fermentado. Mas, além do pão, o glúten está presente em milhares de produtos que contêm estes cereais – do esparguete aos cereais de pequeno-almoço, passando por molhos, bolachas, gelados ou cerveja.
Os cerca de 10 mil celíacos referenciados em Portugal (doença celíaca que afeta o aparelho digestivo), segundo a Associação Portuguesa de Celíacos (APC), conhecem-nos bem, já que em cada ida às compras têm de encarnar o papel de verdadeiros detetives, de lupa em riste, especialistas em descobrir o glúten oculto em cada rótulo.
Assim, os pacientes portadores de doença celíaca devem excluir por completo o glúten da sua dieta.
Considerações finais
Num vasto universo de tantas dietas, umas mais conhecidas que outras, pode parecer de certa forma opressor se optarmos por uma em detrimento de outras.
Contudo, é importante que devamos observar que alguns padrões alimentares são assentes em pesquisas e dados científicos, e que se devem priorizar em detrimento de outros sem o mesmo suporte e evidências cientificas.
Seja para perder peso, ou simplesmente melhorar a sua saúde geral, aconselha-se a pesquisar dietas que possuam um bom suporte cientifico.
Os 5 exemplos que acabámos de referir, serão portanto um bom principio e um bom exemplo.