
De acordo com a presidente do CNE, há uma preocupação com as desigualdades criadas através deste novo método de ensino à distância, onde há um excesso de trabalhos com um grau de complexidade superior ao "habitual", que é enviado aos alunos.
A adaptação das escolas a esta nova realidade e aos novos métodos de ensino à distância está a ser "aplaudido" pelo CNE através de uma carta aos conselheiros que representam uma série de setores da Educação. Ainda assim, a referida carta, deixa vários alertas acerca do receio que "esta pandemia tenha consequências negativas no agravamento das desigualdades sociais e educativas".
"A questão não é apenas sobre os equipamentos [informáticos ou tecnológicos], mas também por se enviarem tarefas que são demasiado complexas e que exigem a ajuda dos pais, sendo que nem todos têm formação ou disponibilidade para ajudar", refere a presidente da CNE em declarações à TSF. Afirma ainda que existe um grande volume de tarefas e trabalhos enviados aos alunos, o que faz com que exista "muita gente a queixar-se de que há trabalho a mais e os pais a serem muito solicitados pelos filhos, que sozinhos não conseguem resolver as tarefas".
A CNE aproveita este momento para alertar de que os dias em que vivemos podem ser "positivos" no que diz respeito à "evolução" do ensino à distância. Esta é uma excelente oportunidade para dar um salto para os meios de ensino não presenciais, que pouco a pouco têm vindo a ser usados, mas que até ao momento, eram muito pouco solicitados. Esta crise está a obrigar aos estabelecimentos de ensino a evoluírem neste sentido.