
Nos vídeos é possível ver vários produtos alimentares da marca Pingo Doce, com data de validade ainda dentro do prazo e em excelente estado de conservação. Esses produtos foram alegadamente, depositados num caixote do lixo de uma das lojas da cadeia, em Lisboa. Esta é uma situação que está a indignar muitos internautas e a gerar uma verdadeira revolta na Internet.
O vídeo foi divulgado por Hugo Breda e João Relógio, da produto Swag On, onde Hugo Breda explica que tudo começou quando uma amiga lhe contou que viu uma pessoa a mexer num contentor do lixo de um dos supermercados Pingo Doce, e retirou uma "enorme quantidade de comida".
Por curiosidade, foram testemunhar essa situação na primeira pessoa, e juntamente com o amigo João Relógio, Hugo Breda dirigiu-se ao local da loja que a sua amiga revelara (cuja morada nunca foi dita), e recolheram vários alimentos frescos e embalados, que segundo os dois, ainda lhe serviu para confecionar várias refeições.
Enquanto mostra algumas imagens, Hugo revela que "Todo o conteúdo estava literalmente no lixo". Revela ainda que não trouxeram tudo o que lá estava. Trouxe do lixo do Pingo Doce cerca de 40 kg de pão, vários legumes, fruta, sumos e vários alimentos biológicos.
Pelos vistos esta situação não é única. Os dois amigos decidiram verificar outros supermercados de várias cadeias, em Lisboa, e perceberam que havia situações semelhantes: "Fomos fazer uma ronda e percebemos que muitos sítios têm os seus caixotes de lixo trancados ou em garagens onde não é fácil de aceder", conta.
Entretanto, em comunicado, fonte do grupo Jerónimo Martins, conta que "quando os alimentos estão aptos para serem consumidos, mas não para venda" são doados a "instituições que apoiam pessoas em situação de vulnerabilidade nas comunidades próximas das lojas". Segundo o comunicado, esta situação apanhou a empresa "completamente de surpresa". Revelam ainda que quando surgem alimentos que são chamados legumes "feios", mas com o mesmo perfil nutricional dos outros e aptos ao consumo, "são comprados pelo Pingo Doce à produção e incorporados nas sopas feitas nas nossas cozinhas centrais, ou transformados em legumes prontos a utilizar, a chamada '4ª gama'", política que contraria a denúncia feita nas redes sociais.